Guia do Líder

3º Dia - Paz na Cidade


“E procurai a paz da cidade, para onde vos fiz transportar em cativeiro, e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz.” Jeremias 29.7

O Brasil rural das fazendas cercadas com arames farpados deixou de existir como uma totalidade. Mesmo nas pequenas cidades, os bancos das praças com propagandas do comércio local dão conta que muros e cercas não impedem o ir e vir das ideias e pessoas. As cidades grandes são aglomerações complexas que desafiam qualquer planejamento ou previsibilidade. Se na cidade industrial o que levava para longe eram os vagões que escorregavam pela linha férrea, hoje o rastro das drogas acelera as fugas e provoca muitas colisões. Gente movida não a vapor, mas a pó.

O Brasil urbano e o rural sentem o cheiro do rastro das drogas. Indústria rendosa com alto poder de sedução. Dobrados aos seus pés, jovens em busca de autoafirmação, bem como executivos de terno bem cortado em busca de dinheiro e poder. A violência ganha modalidades inimagináveis. Embrutecemos a fim de sobreviver.


Num contexto muito próprio, Josué e Calebe recomendaram coragem diante do desafio que a cidade representava: “A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muitíssimo boa. (...) o SENHOR é conosco; não os temais” (Números 14.7-9). A conjuntura do Brasil contemporâneo não pode ser um ultimato para nos acovardamos. Devemos ter a clareza de uma visão que convide à coragem. A paz na cidade tem relação com a coragem na igreja. Pensar na igreja como torre forte na cidade contemporânea deve ser algo viável.


Muitos se entregam ao pessimismo quando constatam os sistemas que mantêm a cidade. Parece que tudo corrobora para a corrupção e para sangrar os simples. Tem choro que resulta em resignação, mas outros lavam os olhos para enxergar soluções. Guardadas as devidas distâncias, Neemias pensou na sua cidade nestes termos: Então, lhes disse: “Estais vendo a miséria em que estamos, Jerusalém assolada, e as suas portas, queimadas; vinde, pois, reedifiquemos os muros de Jerusalém e deixemos de ser opróbrio. E lhes declarei como a boa mão do meu Deus estivera comigo e também as palavras que o rei me falara. Então, disseram: Disponhamo-nos e edifiquemos. E fortaleceram as mãos para a boa obra” (Neemias 2.17,18).


Vamos amargar o fatalismo que lava as mãos omissas ou engajar-nos? Certamente que a boa mão de Deus estará conosco se nos propusermos a lutar pela paz na cidade.


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